segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ao amigo Armindo

Minha vaidade não resistiu ao texto do Armindo, um cara que nasceu e vive num país que amo, Portugal, terra da minha família por parte de pai. Caras como esse me fazem tentar ser cada vez mais uma pessoa melhor. Claro que muitos de voces já devem ter lido o que ele escreveu no seu blog mas só tomei conhecimento hoje.
Meu pai, avós e tios, devem estar exultantes lá pelos céus de Castelo Branco.
Armindo, muito obrigado, voce me emocionou(mais uma vez)
Eduardo


TEXTO

É de se refletir realmente na postura do maestro Eduardo Lages, na vida do Rei Roberto Carlos, durante todos esses, não trinta meses, mas auspiciosos trinta anos de majestosa reciprocidade, haja visto que ele é de fundamental importância na vida do Rei Roberto.

Não sendo possível um Rei da música sem um maestro, o mesmo é como uma mola mestra; isto é, o elo entre sua orquestra e o Rei, numa responsabilidade ímpar, qual seja, a de não só fazer os arranjos, como também a de ser o regente de uma das maiores orquestras do Brasil – a Banda RC9.

Talentoso, por excelência, o Maestro Eduardo Lages conciliou com profissionalismo o seu trabalho com o Rei. Como músico pianista, deu início ao seu trabalho instrumental com o lançamento de vários CDs, como Emoções, Cenário, Por Amor, Inesquecível, e, no ano passado, o Nossas Canções. Todos gravados com bastante competência, motivo pelo qual, tem alcançado maravilhoso sucesso. Homem simples, amigo, carismático, atencioso, não demonstra o grande artista que é, mesmo quando está conversando com seus fãs, conquistando com tudo isso maior valorização e o reconhecimento pelo público em geral. O cd Inesquecível e o Nossas Canções, tiveram a participação dos seus fãs-amigos, os quais ajudaram-no nas escolhas das músicas.

A música reflete este tipo de coisas, qual seja, se há afinidade entre músicos, a aproximação daqueles que comungam os mesmos propósitos, que seriam o de levar ao público a boa música popular brasileira, será tendenciosamente eterna.

Integro em sua personalidade e marcante na sintonia com o Rei, ocupa hoje um meritoso local de destaque ao lado de sua majestade. O Rei, por sua vez, recíproco a esta afinidade, não só técnica, mas sobretudo aquela que transcende o inexplicável, o convida, naquela época, a integrar-se em seu projeto musical e, nos domínios da amizade, formaram a dupla inseparável.

É extraordinariamente belo a chegada do Rei ao palco para fazer o seu show. Cumprimenta o seu publico e posteriormente – reparem todos da próxima vez – cumprimenta o mestre e grandioso maestro. Este, por sua vez, como que acolhido pela simpatia do seu Rei, dá aquela tradicional olhada carinhosa pra ele e, penso eu que, com o coração diz em pensamento: “ Pode cantar meu caro amigo! Estamos todos à sua disposição.” Numa sintonia perfeita, qual a que com sua batuta, olha aos músicos da orquestra e com o mesmo olhar e pensamento diz: “ Pessoal, toquem! Toquem à vontade, pois o nosso Rei já está em cena”. E todos tocam com um imenso prazer. Mais ainda, orgulhosos porque estão tocando para aquele que eles também têm toda uma afinidade e carinho de exemplares súditos. Tocam eles para o maior cantor popular de todos os tempos.

Este trabalho grandioso, engrandecedor, que se expressa de dentro para fora, com respeito, carinho e muito amor.

Assim como a música combina em sua arte, os sons, que conservam entre si sua relações de harmonia, também a amizade do Maestro com o Rei, configurou-se nesta mesma proporção, ao longo desses anos. Ela, que está na natureza representado pelo canto dos pássaros, pelo barulho do vento e das ondas do mar, sempre existiu e sempre existirá. E, igualmente, percebemos, em suas integridades de Rei do Maestro e Maestro do Rei, que esta amizade também perdurará por muitas, muitas eternidades afora.

Lembrar que uma eternidade é igual a um infinito tempo infinitamente igual à uma infinita distancia que a luz percorre em um tempo infinito, num espaço infinito. Nossa que confusão! É uma amizade grande por demais, uf!