terça-feira, 4 de março de 2008

Valeu a força...

Obrigado a voces pelo apoio no caso da matéria do jornal "O Globo".

Eduardo Lages

10 comentários:

Cris disse...

Não precisa agradecer, Eduardo. Quem merece, recebe. Aqueles que tentam chamar atenção a força, com coisas negativas, só atraem maus fluidos para sua vida.
É impossível ser feliz destilando um veneno tão ácido!
Bem faz vc que espalha seu talento, sua música, repleta de amor, carinho, ternura. O que mais podemos deixar para as outras pessoas? Estas são as coisas não perecíveis e irretiráveis, que ninguém pode roubar do Outro!
Qualquer tentativa é insana...
Nós, amigos e admiradores, é que agradecemos pela sua postura irrepreensível! Nós te amamos e admiramos muito!

Um grande abraço,

Cris
Maceió/AL

Everaldo Farias disse...

Foi um sentimento comum, amigos partilham dessas coisas e é legal nos darmos apoio em momentos turbulentos!

Blog Música do Brasil
www.everaldofarias.blogspot.com

Forte abraço!

Pilatti disse...

Valeu você, Eduardo.

Nem o comentário de 10 mil fãs juntos teriam o valor de um repúdio seu.

Aliás, você enviou aquilo para o jornal? Se não, faça-o. Digo isso porque daria o que falar, e por certo dificilmente uma coluna tão torpe repetir-se-á.

Confesso que um dia já gostei de "C&P", quando era mais novo, mas há muito (mesmo ainda com Bussunda) aquilo não mais me "Descia.

Um humor sempre baseado em piadas com os outros, mas piadas de um humor grosseiro e sarcástico no sentido mais vil.

Não sei se você sabe, mas os gaúchos conseguiram fazer com que esses caras, pelo menos por um momento, fossem atingidos: as piadas com os nascidos no Rio Grande do Sul eram tão contínuas e tão estúpidas que o filme "A Taça do mundo é Nossa" teve naquele estado sua menor bilheteria.

Recentemente, eles voltaram lá, mas foram tão mal-recebidos (e não falo de hostilização, mas sim de que foram ignorados) que provavelmente perderam a motivação para isso.

Acho que os fãs de RC podiam proceder da mesma forma. E somos em maior número que os sul-riograndenses.

Pilatti disse...

Uma coisa que esqueci de comentar, é que, infelizmente, essa coluna com tal tópico não é algo que deva ser visto como exclusividade desses "humoristas": na realidade, esse pensamento permeia uma incômoda parcela dapopulação.

É enorme a disseminação da idéia de que Roberto "era aliado e colaborador do regime militar", e de que "virou as costas para o Brasil".

Há também os que o intitulam um "compositor pobre", cujas canções (letras e melodias) são limitadas ao mais simples - no "mau sentido" - e fracos requintes, totalmente direcionados à venda, venda, venda, venda...

E há ainda os que o têm como "ultrapassado", "coisa de velho", "brega"... E isso também acompanha o esquecimento total de sua contribuição para amúsica popular brasileira, relegando-o a simples "líder dos alienados" e "precursor dos sertanojos e bregalhões".

Em ambientes como universidade e reuniões de músicos, mostrar-se fã de Roberto causa, ao mesmo tempo, comoção e desprezo.

abraços!

Carmen Augusta disse...

Querido maestro,
infelizmente o que o Pilatti escreveu é a pura verdade.
Eu por ser fã de Roberto Carlos desde a Jovem Guarda, sofri e sofro ainda uma certa discriminação. Já fui chamada de brega, e em certos lugares quando falo nele, torcem o nariz.
Mas isso não me afeta, e o defendo com unhas e dentes. O que já briguei por esse homem nesses anos todos, você nem imagina...
Um abraço,
Carmen Augusta
Sorocaba/SP

Rosangela disse...

Maestro!
Você não precisa nos agradecer!
Mas uma coisa eu fico pensando: Será que o nosso Rei vai deixar isso pra lá? Não vai fazer nada a respeito dessas ofensas?
Se eu fosse ele entrava com um processo!!!
Beijos!!!

Rosangela Amorim / BH

Pilatti disse...

Eduardo, quer um exemplo bem vivo?

Final de 2006, numa disciplina intitulada "LIteratura e Canção Popular", depois das sistemáticas provas e leituras, ficou acordado que os alunos deveriam faer um seminário,m trazendo esse "cotejo" entre obras literárias e musicais.

Por exemplo: teve gente que comparou a biografia/obra de Jackson do Pandeiro com a obra Macunaíma; Outros falaram da poesia de cordel em comparação ao Mangue Beat; teve ainda outros que pegaram autores, como o Paulo leminski, e falaram sobre a obra musical e literária, comparando. E ainda teve quem traçasse paralelo entre o livro "Estação Carandiru" e uma letra do grupo Racionais.

E qual foi o meu tema? Uma comparação entre a poética de Manuel Bandeira e a música de Roberto Carlos. Apontei semelhanças de temas e de formas: a presença da "terra natal" e da "Infância"; o trato com doenças e problemas físicos; a questão da sensualidade; a preocupação social.

Toquei as músicas "O Divã", "Cachaça Mecânica", "Meu Cachoeiro" e "Seu Corpo", e li um conto do livro "Roberto Carlos em Prosa e Versos". No início, coloquei alguns LPs do Roberto no quadro, e vestia uma camiseta - com a capa do LP de 1972.

Não é exagero, mas foi uma comoção geral, antes da apresentação: Roberto Carlos jamais freqüentou o meio acadêmico, muito menos para ter sua obra analisada a fundo, e quem dirá comparando-o com um dos maiores nomes da Poesia brasileira!

Mas, para minha alegria, o resultado final foi ótimo: muitos vieram dizer que gopstaram, mas os comentários é que mais chamaram atenção: "Nunca vi o Roberto dessa maneira", ou "jamais pensei que ele tivesse feito algo assim", etc. Até o professor, que me deu nota máxima, comentou que foi uma "comparação aparentemente arbitrária" mas que "revelelou-se rica em conteúdo e rendimento".

Falo sobre isso não para me vangloriar, mas para que se perceba o verdadeiro preconceito disseminado entre as pessoas pretensamente "Intelectuais": Roberto é visto como algo periférico, as pessoas preferem tê-lo como fenômeno social (como fosse ele parte de um histórico que acompanha as mazelas brasileiras) do que se ocupar de ouvir uma canção sua e analisar letra e arranjo.

È preferível dizer que ele "gravou 50 vezes o mesmo disco" e que "tem rimas pobres e melodias óbvias" do que ouvir uma canção qualquer, sei lá, do disco de 1969 - um dos melhores. Da mesma forma, "eles" preferem chamá-lo de "alienado" e "reacionário" do que ouvir "Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos" e ler aquele trecho de "Verdade Tropical", do caetano Veloso... E preferem tê-lo como "cantor das vovozinhas" e "Ator da Globo" do que se interar da revolução que ele fez, sendo o primeiro (co-)autor de rock nacional, e trazendo o soul para as terras tupiniquins.

"Fazer sucesso no Brasil é ofensa pessoal", como já disse o Tom Jobim e bem lembrou o Vinícius...

É isso, bicho.
Abração!

Derbson Frota disse...

Não há o que agradecer, amigo! Estamos do seu lado, bicho! Do seu, do lado do nosso rei, e de todos os que trabalham com amor, dedicação e humildade!

Derbson Frota
Tianguá CE

Anônimo disse...

Muito interessante e digno de reflexão a respeito o comentário do Pilatti
Eduardo Lages

Lupa disse...

Não é preciso agradecer,se precisarda gente estamos ai, não é bando que vai desmerecer a obra de Roberto Carlos.
Abraços