segunda-feira, 31 de março de 2008

Minha opinião sobre "musica boa"

Tenho lido atenciosamente e aprendido com todos os comentários sempre inteligentes dos amigos do blog e estou tentando chegar a uma conclusão do que é afinal a tal "música boa" já que "boa música" convencionou-se no mundo que é aquela que em geral atinge as classes privilegiadas socio-culturalmente, tais como Clássicos, MPB , etc.
As nossas sensações mais importantes, são transmitidas ao cérebro pelos nossos sentidos e a música, creio eu, é a expressão mais sofisticada e completa do sentido da audição. Claro que isso dá a ela inúmeros poderes tais como ; curar, relaxar, divertir, excitar, educar, etc. Quando falamos dos sentidos, olfato, visão, tato, paladar e audição, observamos que eles trabalham de forma ordenada mudando suas sensações sempre sintonizados na conexão do cérebro.
Falando da música, objetivamente, acho que vivemos uma entre-safra (estendida às outras artes)a partir do final dos anos 90 onde se privilegiou a tecnologia em detrimento da criatividade . A velocidade e o volume da informação nesse período tem sido a mola mestre de tudo que acontece no mundo ficando a arte totalmente deixada em segundo plano, mas isso tende a se acomodar com o tempo, imagino. Portanto, não queria tomar a musica dos ultimos 15 anos como exemplo pra discutirmos o que é uma "musica boa" .
Os meus 61 anos às vêzes me levam a conflitos interiores quando reflito sobre a minha resistência às coisas modernas, tais como modas, gírias, tendências rítmicas, etc. Será que estou mesmo ficando velho? Será que essa valorização dos anos sessenta e setenta é coisa da terceira idade? Será que a música popular no mundo viveu o seu apogeu nessas décadas? Será que aquelas eram verdadeiramente as "músicas boas"? Fico aqui a pensar em que conceito terão as pessoas no futuro a respeito da minha geração...
Falo tudo isso pra justificar a minha tendência a classificar como "musica boa" muitas daquelas que pra mim faziam parte dos anos dourados musicais. Nesse ponto , volto ao assunto dos sentidos pois muitas vêzes aquelas canções geravam sensações expressadas por vários sentidos como as cenas daqueles belos filmes(visão)que as tinham em sua trilha sonora, aquele baile onde as mãos se tocavam(tato) na dança de uma musica suave muitas vêzes com a dama segurando uma rosa(olfato).É, definitivamente eu sou um romantico... Pondo um fim nesse saudosismo , acho de verdade que toda música é boa quando provoca sensações na individualidade de cada um. Cada "musica boa" pra nós representa de alguma forma, um momento ,uma palavra dita, uma cena, uma paisagem , um sabor, uma excitação ou de repente uma sensação inesperada de alguma coisa que não conseguimos perceber.
Belo nome para um CD não acham? "SENSAÇÕES"
Por favor, não vão dizer por aí que isso são as sensações de um "velho chato"

Eduardão das Lages

35 comentários:

Cris disse...

Eduardo,

"pensar" não significa estar velho. "Sentir" não significa estar velho. A medida que caminhamos em nossa vida, creio eu, mais deveríamos adquirir a qualidade de "pensar melhor", sentir com mais intensidade, apesar disso não ser o único caminho. Acho sua capacidade crítica e reflexiva incrível! E sua disposição para dividir estas reflexões conosco, memorável. Te admiro muito como ser humano, como "gente" (sem citar como profissional, o que é indiscutível e inquestionável). Na realidade, se cada um de nós refletisse mais e dividisse com outras pessoas nossa reflexão, o mundo seria melhor, nossos jovens se prenderiam a valores mais paupáveis. O que há? Num mundo só de aparências, os valores perderam o sentido, e nós que já caminhamos mais um pouco, as vezes nos sentimos meio deslocados, como se estivéssemos errados. Mas não existe erro, a bússula deve ser mesmo o coração. A razão destituida da intuição fica "burra". E, nós seres humanos, destituidos de nossa humanidade ficamos, simplismente medíocres. Como você está mil anos luz de distância da mediocridade, por vezes, tem a sensação de estar se distanciando do "comum", do habitual. Mas o que fazer? Vc não está velho, está mais sábio! E isto é ótimo...
Música boa é aquela capaz de tocar a mais "fria" das criaturas. Tirá-la de sua carapaça. Trazer para o lado de cá, quem resolveu não se importar mais com nada. Sentimento, emoção pura!
E você, Eduardo, é emoção pura! Isso é bom?! Eu acho ótimo! Só que traz implícito uma grande responsabilidade como ser humano, ou melhor, representante da "classe humana"!
Siga em frente. Não duvide. Você é simplismente demais! A idade nada quer dizer... é só uma contagem de dias e anos... O que sentimos, o que nos toca e o que conseguimos exprimir para os outros, é muito, muito mais do que isso...

Abraços,

Cris

Armindo Portuleiro disse...

Sábias foram as palavras da mensagem do Mestre Maestro e, perante elas, que posso eu dizer se a eduardolageana anterior já disse tudo?

Abraços

Everaldo Farias disse...

Eduardo,

Sua definição de música boa reflete a identificação de sentimentos que tem com seu público!

A colega Cris falou tudo, parabéns!

Quanto a essas mudanças na música que você falou, trata-se de um fenômeno complexo de se verificar! Mas, eu concordo que em termos de criatividade, inspiração, melodia, que tanto exaltamos no tópico anterior, as décadas de 60 e 70 foram áureas! Esse sentimento de que sente falta de coisas assim é geral e não se preocupe que enquanto existirem pessoas assim como você, preocupadas com isso, estamos firmes, unidos pela música, Dom de Deus!
Para exemplificar o que falo, é louvável você lançar discos assim, com toda essa produção e cuidado com arranjos e um dvd como aquele com orquestras, quando artistas renomados se apresentam apenas com uma simples banda! Isso é um exemplo que tudo tem jeito, basta querer! Ainda sobre arranjos, é claro que eles podem levantar uma música ainda mais! Eu me apaixonei ainda mais por Cavalgada depois do teu arranjo para o show detalhes em 1987. O mesmo posso falar sobre Cama e mesa, com aquele solo de flautas no início!

Sobre o título do cd, tá simplesmente o máximo: Sensações! Olha, conversa com teus parceiros Paulo Sérgio Valle ou César Augusto ou se preferir, você só, compõe aquela música inédita que você cogitou, com esse título!

Muito bom mesmo, são sacadas assim que fazem a gente refletir que estamos fazendo certo e que devemos caminhar de mãos dadas com o bem!

Blog Música do Brasil
www.everaldofarias.blogspot.com

Um forte abraço!

Pilatti disse...

Oi, Eduardo.

Acabei de postar um comentário ENORME, mas houve falha na transmissão. Uma pena, eu tinha feito uma exposição sobre o que eu penso a respeito da "boa música".

Bem, tentarei resumir isso...

Ultimamente, tenho ouvido algo do tipo "toda música é boa, só vai do gosto de cada um". Isso, normalmente, é uma defesa usada por aqueles que tem um gosto "criticado". A outra saída, menos ortodoxa mas incrivelmente mais eficaz, é a de culpar todo conceito "Bom-ruim" como preconceito: "você não gosta porque é música de pobre", "Você não gosta porque ele é negro", "você não gosta porque é popular"^, "Você não gosta porque toca nas rádios, e a sua não...". O famoso lema: "quem não está conosco está contra nós".

Nisso, faço uma conexão com o que você disse a respeito de sensações/emoções/lembranças trazidas e/ou provocadas através da música (sim, ela é a melhor das artes justamente por fazer tudo isso, mas....). No entanto, eu creio que TODAS as músicas vão provocar MUITOS sentimentos e idéias. E o julgamento ficaria a cargo de ser "sentimento bom ou ruim"?

O Marlos deu um ótimo exemplo ao lembrar da ótima canção "Que País é Esse?", do Renato Russo, pois ela provoca um sentimento totalmente contrário ao bom, e/mas deve ser considerada boa. E agora eu farei uma extensão desse pensamento por ele exposto.

Os funks (uso como exemplo por ser o que está em voga) provocam sentimentos excessivos, e, veja, olhando de fora, seriam sentimentos bons: as pessoas dançam, ficam felizes, esquecem dos seus problemas, voltam p'ra casa alegres, e dividem suas impressões com os amigos, "contagiando a alegria" - não vou aqui falar das coisas "runis" que (dizem que...) acontecem nos "bailes", mas falo estrita e exclusivamente daquele período da música tocando.


Isso poderia significar que, por fazer as pessoas mais felizes, naqueles momentos, essa m´suica é boa? Não.

(preciso ir, continuo depois)

Pilatti disse...

(continuando)

Eu não creio que só isso seja suficiente para qualificar a canção. Ora, eu não consigo sequer imaginar versos da estirpe "Hoje é festa lá no meu apê/ tem birita até amanhecer/ vai rolar bunda-lelê" serem considerados como bons porque são "alegres" e porque "trazem coisas boas aos que o ouvem". Muito pelo contrário!

Essa música acusa alegria a um determinado grupo, mas não pode ser excluído o fator de que uma grande parcela (talvez maior) de pessoas nutre apenas repulsa ou indiferença por tal "obra" - e agora começamos a caminhar para o que seria a tal "música boa"...

Vou explicar dando um exemplo contrário, agora: no "Clube do Rei", já publiquei alguns artigos. Dentre eles, alguns fazendo análises e/ou comparações de letras de Roberto&Erasmo...

O mais notório deles (em termos de alcance e leitura por pessoas), foi umintitulado "Decompondo O Divã", em que eu dissequei a letra daquela faixa 11 do cd de 1972 (ops, faixa 5 do lado B).

Antes de dizer que "aquilo sim é música boa", quero explicar o porque que essa música me impressiona tanto, e como fui tendo-a como sendo uma obra de tanta qualidade.

Eu cresci ouvindo Roberto Carlos. Porém, eu sempre segui-o cronologicamente. ou seja: nascido em 86, ouvi os discos a partir daquele ano e, salvo os grandes mega-sucessos (e algum hit do LP anterior que meu pai quisesse relembrar), meu conhecimento sobre sua obra ficou, nesse sentido, limitado.

Foi só aos 15 anos que, depois de comprar o "Amor Sem Limite" que eu resolvi pesquisar a fundo a obra de Roberto, ouvindo todos os cds da série "The Master", e chegando ao que conheço dele hoje.

Nesse mesmo ano (2001), numa noite em casa, ouvíamos o LP de 1972 quando foi-se chegando a música X, e meu pai foi como que explicando a letra. Na hora do "Linho branco", eu chorei bastante, e passei a, naquele dia, realmente admirar o Roberto como ser humano, além do "cantor-rei".

Seria música boa a que nos faz chorar, pura e simplesmente, por sua beleza? também, mas não é só isso. isso é uma conseqüência, e não a causa.

"O Divã" é uma canção que alcançou êxito em todas as áreas - não falo do que ela atingiu, mas do que ela "é", em si: possui um arranjo espetacular, uma letra primorosa e uma interpretação pungente.

No caso dessa canção, esses tr~es fatores são entrelaçados e interdependentes: uma coisa é necessária à outra: são os três fatores, juntos, que formam uma essência de grande virtude.

1) Arranjo: o instrumental dessa canção imita o som de um trem andando nos trilhos; à medida que a letra vai se intensificando em dramaticidade, o instrumental vai também ficando mais forte, até chegar no ápice "Relembro bem a festa, o apito..."

2) Letra: as rimas são variadas, sem que ele precisasse ficar procurando um adjetivo que rimasse com um substantivo, e um substantivo com um verbo, e um verbo com um adjetivo (numa espécie de produção "calculada"). Outro detalhe: Não se usa do "Vernáculo erudito". Do contrário, usa-se de palavras simples, com expressões comuns do nosso dia-a-dia. E é nisso que, mais uma vez,entra o mérito: a letra é simples, e não simplória; Ela é acessível, e não banal. Com isso, consegue equilibrar uma balança: tanto o iletrado quanto o acadêmico conseguem entender a letra, assimilar suas expressões sem, no caso do primeiro, ser complexa ou confusa, e sem, para o último, tornar-se enfadonha ou grosseira.

3) Interpretação: a suavidade de Roberto Carlos ao tocar num tema tão profundo, por si só, já é comovente; mas quem ouve sua divisão de palavras, seu alonamento das sílabas, sua entonação nas átonas e, também, o alcance de sua voz (fatores estritamente técnicos), também se admira.


Qual seria, então, o grande mistério de "O Divã"? Como eu escrevi no texto, "Roberto fez 'arte que jorra sangue'": ele deve ter feito essa letra com um misto de mágoa e tristeza, revertidas em raiva - não entendam mal - e nostalgia; Mas não se trata exclusivamente de ele "ter feito com emoção", ou "Ter se inspirado" (como dizia o Tom, "1% inspiração, 99 transpiração). Há algo mais...

Quando eu ouço ele repetindo aquela frase "essas recordações me matam", penso que aquilo serve para qualquer um. Veja: RC relata uma cena real, vivida por ele e somente por ele, numa visita ao psicanalista (ou outro médico da psique), falando de um assunto especial, vivido por ele e somente por ele. Mas aquela música serve para mim, e para QUALQUER pessoa que teve infância, que passou por alguma dificuldade material na vida, que perdeu um ente querido, ou então que simplesmente tenha um sentimento chamado "compaixão", que se comova ao saber que aquilo foi a mais pura verdade.

Aí está a grandeza, aí está o que torna qualquer música "boa": a indepedência de credo, cor, nacionalidade e classe social; a capacidade e a possibilidade de fazer algo pessoal tornar-se universal, e de algo universal, tomarmos para o nosso mundo pessoal.

Esse é o meu exemplo de música perfeita.

Sincero abraço,
Marcel.

Cynthia Coimbra disse...

Querido Maestro, gostaria de iniciar minhas reflexões com uma pequena observação;a idade cronológica só é importante para quantificar o nosso tempo na terra, a alma não tem idade.E chato é alguém maçante,inconveniente, importuno,e te vejo bem distante disso.
Gostaria também de dizer que me sinto privilegiada por poder fazer parte de um circulo de debate de tão alto nível.
Queria contar um fato a você e aos amigos, a uns 5 ou 6 anos tive uma aluna surda que adorava dançar e como ela dizia "sentir" a música.Perguntei a ela o que era boa música.Ela respondeu que era o som que fazia o espirito dela flutuar, eu pedi exemplos e ela respondeu que me traria uma fita com as melhores músicas.
A minha surpresa foi muito grande quando a primeira música que tocou foi DIA BRANCO da Elba Ramalho, achei que as músicas seriam mais intensas, com uma batida mais forte.Recordo que uma das outras era "Emoções"e "Que faço sem você".... mas enfim,contei isso para mostrar que boa música realmente é uma escolha muito pessoal, porém até para uma surda a escolha é feita com o coração.
Portanto, pobre daqueles que atualmente não tem "ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas".

Anônimo disse...

Amigos, jamais imaginei que esse blog se tornasse tão prazeiroso pra mim. Cada vez que leio e reflito sobre um comentário de voces , escolho uma nova canção para o meu próximo CD.
Demais, demais, demais...

Eduardo Lages

Pilatti disse...

Eduardo,

apronta mais dessa. São assuntos desse tipo que, pelo menos no meu caso, mais temos curiosidade em saber de alguém do meio, e principalmente alguém tal influente.

abraços

vinicius faustini disse...

Eduardo,

concordo plenamente com seu "conceito" de "música boa". E acho fantástico quando acontece de um músico interpretar uma canção que seu público também ache que é uma boa música.

Apóio a idéia do Everaldo, "Sensações" seria um bom título de música para você escrever em parceria com o Paulo Sérgio Valle ou com o César Augusto. É muito bom termos essa oportunidade de conversar contigo sobre música, e mais ainda de saber que nós podemos ajudá-lo de alguma forma em seus trabalhos, tanto em disco solo quanto como arranjador dos discos do Roberto.

Teremos sensações novas por vir, graças a você. Vou dizer uma coisa que, certamente, muitos daqui pensam o mesmo: também é muito prazeiroso ter esta oportunidade de conversar contigo, de saber mais de música com quem entende, conforme declarou o Marcel em um dos comentários acima.

Abraços do curioso,
Vinícius.

Cynthia Coimbra disse...

Queria corrigir um erro, a autoria da composição Dia Branco, que é de Geraldo Azevedo e Renato Rocha, apenas a gravação que ouvi da minha aluna era com a Elba Ramalho.

Cynthia Coimbra disse...

Querido Maestro, só agora observei como você assinou esse tópico "A MINHA OPINIÃO SOBRE MÚSICA BOA".É muito agradável observar o senso de humor.
E realmente uma composição com essa idéia....Sensações.... seria realmente uma....comoção.
Beijo.

Anônimo disse...

É...assinei esse tópico como Eduardão das Lages porque na infância, fui um exímio soltador de pipas nas "lages" de Niterói.

Eduardo

Mazé Silva disse...

Querido Maestro!!!

Quando mentalizamos e interiorizamos o que estamos ouvindo, logicamente as emoções, os sentimentos, fluem de uma forma mais intensa.

o sentimento que temos, levando em conta a essência da música individualizada em cada ser, é o que podemos considerar como boa ou ruim.

Para darmos essa classificação a música em si, é preciso como você falou Maestro, utilizarmos os órgãos dos sentidos, para buscar dentro de nós, o sentimento ao ouvi-la, a degustar o prazer de deliciar-se com a melodia, e do prazer que temos, a medida a qual interpretamos.

Muitas vezes as canções nos divertem, outras ate deixam mensagens cujos valores, são vivenciados por cada um dentro da sociedade e transmitida de forma educativa e transformadora.

As diversas facetas em que as canções são repassadas hoje, apesar de todo aparato tecnológico, deixam muito a desejar, com relação aos seus estilos, criações que as vezes desvalorizam a própria criação do autor duplificando os sentidos de suas canções.

Maestro, não estás ficando mais velho e sim mais experiente como músico, maestro, arranjador, compositor e artísticamente falando, és imcomparável, com um romantismo que nos cativa e deixanos sensibilizados com suas criações.

Achei excelente o tema para o CD, " SENSAÇÕES ", pois o nome já nos diz muito em relação ao seu repertório, que nos transmitem esses sentimentos, em suas belas criações e em seus belos acordes.

Com todo respeito, um grande beijo de sua fã.

Mazé Silva/Fortaleza/Ceará.

Anônimo disse...

MAESTRO...CONTINUO COM A MINHA OPINIÃO QUE MUSICA BOA E BOA MUSICA SÃO SINONIMAS........SÃO MUSICAS QUE TOCAM MEU CORAÇÃO......MUSICAS QUE ME LEVAM NUMA VIAGEM MARAVILHOSA E SEMPRE MUITO BOA!!!!!!!POR ISTO ACHO QUE NÃO FAZ DIFERENÇA ....DIFERENÇA ESTA EM QUEM AS OUVE.........NÃO VEJO DIFERENÇA......ATE POR QUE ELAS NÃO SÃO FEITAS PARA A GENTE QUESTIONA-LAS...E SIM PARA OUVI-LAS E DELICIAR COM ELAS.....DE PREFERENCIA BEM ACOMPANHADOS.....SRA QUE ESTOU ERRADA??????PARA O MEU CORAÇÃO..QUE SEMPRE FALA MAIS ALTO.....A EMOÇÃO ESTA ACIMA DE TODOS OS ARGUMENTOS......VALE SEMPRE O SENTIMENTO ....COM CERTEZA........E AVOZ DO CORAÇÃO.....

Cris disse...

A colega Cynthia Coimbra gostaria de dizer que amei seu comentário sobre a idade cronológica. Enfim, estamos entre cabeças pensantes!!! E cabeça serve mesmo para pensar, para criar, para concluir...Parabéns!

Eduardo, a você tenho a dizer que são suas reflexões iniciais que nos levam a refletir e escrever palavras entusiásticas e fervorosas.

Eu amo estar aqui, compartilhando dessa conversa fantástica! Esses ares nos dão nova alma! Obrigado a todos por suas contribuições individuais, o que faz de nossa sinergia uma baita energia criativa!
Boa noite a todos os amigos!

Cris

Conceição disse...

Maestro Eduardo Lages
Lendo tudo o que você escreveu vejo que a cada dia você me surpreende mais! Além de ser um músico competente, maravilhoso é um ser humano admirável!
Obrigada por nos dar esta oportunidade...É muito bom participar deste blog, sentir seu carinho e respeito por nós.

Concordo quando você diz que talvez o apogeu da boa música tenha acontecido em décadas passadas.
Quando eu era menina, tinha um gravadorzinho e vivia me esforçando para conseguir gravar todas as músicas que eu curtia...Um dia eu disse à minha irmã que eu tinha medo de no futuro não ter mais músicas tão lindas.
Ela, que já era adulta na época, me disse que sempre haveria músicas bonitas, que eu sempre teria alguma que mexeria com meu coração...Ela estava certa, muitas músicas lindas vieram, Mas... As músicas da década de setenta tinham muita qualidade.

E “ nós” não estamos ficando velhos não...Apenas temos bom gosto, rsrsrsrs
Quanto ao seu próximo CD, será mais um grande sucesso, com este título não há como errar!

SENSAÇÕES...Lindo mesmo!!! Sensações maravilhosas irá nos despertar com certeza...Sua “boa música”... “Músicas boas”!

Vamos aguardar...
Beijos azuis

Cris disse...

A colega Cynthia Coimbra gostaria de dizer que amei seu comentário sobre a idade cronológica. Enfim, estamos entre cabeças pensantes!!! E cabeça serve mesmo para pensar, para criar, para concluir...Parabéns!

Eduardo, a você tenho a dizer que são suas reflexões iniciais que nos levam a refletir e escrever palavras entusiásticas e fervorosas.

Eu amo estar aqui, compartilhando dessa conversa fantástica! Esses ares nos dão nova alma! Obrigado a todos por suas contribuições individuais, o que faz de nossa sinergia uma baita energia criativa!
Boa noite a todos os amigos!

Cris

Marlos Chambela disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marlos Chambela disse...

Eduardo,

Ainda hoje (31 de Março), curtindo uma dorzinha de cotovelo (isso acontece nas melhores famílias - rsrs) eu estava ouvindo uma seleção de músicas que eu gosto muito, gravadas pelo Roberto.

Dentre elas, três me chamaram mais atenção devido ao sentimento que carregam. O Everaldo citou a "O grude"... o Marcel falou da "O divã"... E não há mesmo como negar que são canções perfeitas. Vou então me focar mais nas músicas românticas que falam de momentos difíceis.

O Roberto me parece ser, pelo menos aqui no Brasil, recordista em quantidade de músicas "perfeitas". Confesso que eu gostaria de encontrar muitas outras, de outros autores, só pra não ficar parecendo muito fã do RC. Mas não dá pra negar não! (hehehe)

As três músicas foram:
"MUDANÇA", de Biafra, Aloysio Reis e Nilo Pinta, que o Roberto gravou em 1991, com um belíssimo arranjo seu (Acho que, talvez seja o arranjo seu que eu mais gosto).

Na letra, as contradições de qualquer ser humano que, numa situação de solidão ou de um relacionamento terminado, diz que vai mudar, vai esquecer, vai fazer e acontecer... Mas, no entanto, sabe que na realidade seu sentimento e sua vontade é outra - continuar, não mudar. Por mais seguro ou "duro" que seja o coração de uma pessoa, dificilmente não tenha sentido conflitos assim. Muita gente, com certeza, já viveu uma situação parecida e, por isso, se identifica com a música.

Pelo menos pra mim, é muito importante que o arranjo não seja apenas uma "roupa" harmônica ou melódica (o que seria meramente técnico) mas ele tem que proporcionar o "clima", o ambiente para as emoções que a letra pretende passar. - Não sei interpretar detalhadamente o arranjo dessa música, explicando os motivos de me causar a sensação que causa, mas desde a introdução ele me transmite a emoção que a letra sugere. Principalmente quando acaba o primeiro refrão e vem aquele solo (maravilhoso) do Dean Parks.

Após a frase "Não tem disfarçe que disfarçe a sua falta porque eu amo você" tem aquela "reduzida" no clima do arranjo, que se concentra no piano e no Hi-Hat da bateria pra então entrar a parte do solo. É como se a pessoa "parasse" pra refletir em toda a situação e começasse a chorar. O tímbre da guitarra e a interpretação do Dean Parks, a expressão que ele dá nas notas, principalmete naquele bend na última nota do solo, agudinha... Parece até um gemido, um choro! (eu fico repetindo esse pedaço que quase furo o CD - hehehe) Logo em seguida vêm as cordas, como se fosse aquele turbilhão de lembranças invadindo a mente do sujeito...

São coisas que, talvez até, não tenham sido pensadas ou "premeditadas" no momento de fazer, mas transmitem determinadas sensações a quem ouve. Pode ser uma "viajem" (na maionese) para quem não "capta" essas sensações (também gostei desse nome) mas pra quem as sente, fazem toda a diferença e dão o sentido para que se considere a música "boa" ou até mesmo "perfeita".

A combinação de uma letra que nos transporte até aquele sentimento; um arranjo que proporcione o "clima", o ambiente; e uma interpretação que nos convença daquele sentimento é a receita de uma música boa.

As outras duas foram: "DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO", de 1986, com arranjo do Cleberson do Roupa Nova e cordas do Charles Calello; e "COSTUMES", de 1979, com arranjo do Jack Cortner. Essa última então... Acho que essa é, pra mim, A música totalmente perfeita!!! Depois eu escrevo sobre ela.

Eu escrevo muita coisa!!! Com certeza, (como já me disseram - rsrsrs) devo dar sono em muita gente. Tanto é que eu mesmo estou aqui caindo em cima do teclado do computador. (hehehehehehehe)
Amanhã eu volto!


Um abração!!!!!

Armindo Portuleiro disse...

Todas as coisas sérias têm o seu lado humorístico e este assunto não foge à regra.

Primeiro, foi o próprio proponente do assunto tê-lo assinado como Eduardão das Lages. Eheheheheheh

Segundo, foi o eduardolageano Marcel Pilattis (olá, Pila! Tás porreiro, pá!), ter escrito um comentário para depois o interromper às 11:59, dizendo: (preciso ir, continuo depois). Não disse onde ia, mas pela hora por certo foi almoçar, quiçá para ganhar inspiração para a continuação do seu comentário que postou às 14:24, com a frase: “(continuando)”.

Terceiro, foi o eduardolageano Marlos Chambela, que ao terminar a sua mensagem, escreveu: “(…) devo dar sono em muita gente. Tanto é que eu mesmo estou aqui caindo em cima do teclado do computador. (hehehehehehehe) Amanhã eu volto!”.

É caso para se dizer que por causa do Mestre Maestro, enquanto uns interrompem os seus comentários para melhor se inspirarem, outros comentam até caírem de sono e outros há (o meu caso), que se aproveitam dessas situações para se rirem.

Eheheheheh

Amanhã eu volto!

Abraços

Pilatti disse...

MArlos!

"Costumes" de fato é uma canção perfeita, também. Simplesmente genial a forma como ele descreve as cenas, a gente vai imaginado só de ouvir...

E o arranjo junto à interpretação, também trazem uma intensificação das sensações, que é algo de primeira qualidade.

Somando "O Divã" (72) e "Costumes" (79), diria outras canções perfeitas de Roberto:

- Como é Grande o meu amor por você (67)
- As Canções que Você fez pra mim (68)
- Sentado à Beira do Caminho (69)
- As Flores do jardim da Nossa Casa (69)
- Sua Estupidez (69)
- As Curvas da Estrada de Santos (69)
- Eu Disse Adeus (69)
- Detalhes (71)
- À Janela (72)
- A cigana (73)
- Rotina (73)
- O Homem (73
- O show Já terminou (73)
- O Portão (74)
- Você (74)
- Olha (75)
- Os Seus Botões (76)
- Cavalgada (77)
- Emoções (81)
- As Baleias (81)
- Pensamentos (82)
- Fera Ferida (82)
- Você Não Sabe (83)
- Aleluia (84)
- Paz Na Terra (85)
- Do fundo do meu Coração (86)
- Tolo (89)
- Super Herói (90)
- Eu te amo tanto (98)
- Com Você (03)

Das que ele não escreveu:
- Quase Fui Lhe Procurar (68)
- Preciso Lhe Encontrar (70)
- Como vai você? (72)
- Yo Te Recuerdo (74)
- Mucuripe (75)
- Outra Vez (77)
- Falando Sério (77)
- Força estranha (78)
- Mais Uma Vez (78)
- Confissão (80)
- Amor Perfeito (86)
- Eu Sem Você (88)
- Cenário (90)
- Mudança (91)
- Você como vai? (92)
- tanta Solidão (93)
- Assunto predileto (96)


* Olha, acho que não saio daqui hoje...

Pilatti disse...

Everaldo, na lista esueci de citar "O Grude", mas de fato ela entra na lista!

Aliás, uma colega minha de trabalho aqui, p'ra variar, "torceu o nariz" quando falei do meu gosto particular por RC...

Aí ela disse: tem uma só que eu gosto: "O Grude". "aquela é linda demais..."

Pilatti disse...

E "Quero que vá tudo p'ro inferno" também entra na lista!

Anônimo disse...

Que barato!!!!!!! rsrsrsrsrsr

Eduardo Lages

Pilatti disse...

uhaeuhaehuaehuaeuheauhae

Algo, basicamente, vergonhoso:

Eu esqueci de citar "De Tanto Amor" (71) e "à distância" (72)

não só perfeitas, ams essenciais.

bem, isso é só p'ra certificar que a obra de RC é vasta e de tanta qualidade, que sempre vai faltar alguma coisa...

sempre a gente vai lembrar de mais uma música excepcional...

olha só: lembrei de outra: "Diga-me coisas bonitas" (91)...

e, claro! O erasmão e sua cachaça mecânica (73)...

é mole ou quer mais?

Cynthia Coimbra disse...

Querido Maestro,tenho que em primeiro lugar agradecer, por ser sua fã tenho tido a oportunidade de ler comentários realmente brilhantes. Em segundo, dizer que estou simplesmente envaidecida por receber elogios de duas colegas de blog ou como diz o Armindo duas eduardolageanas, a Cris,aqui no site e a Conceição na minha página do Orkut.
Queria dizer que o meu amor pelo RC, me levou a conhecer pessoas realmente especiais e que cada uma delas, é hoje parte essencial da minha vida.E que estar aqui, mesmo que de forma virtual, é um prazer que eu devo a você Eduardo Lages.
Muito obrigada.Beijos.

Everaldo Farias disse...

Essa lista do meu amigo Marcel, assino embaixo, agora, se eu puder incluir mais, também não vou parar. rsrsrs.

Estive pensando e conclui que música boa é um conceito muito relativo e nunca absoluto! Imagino por exemplo aqui no Nordeste, o Gonzagão fez muita coisa boa e sua formação foi apenas seu talento e sua observação das coisas! Até hoje, suas canções são clássicos e revisitadas e reverenciadas por todos!

É o que disse também o Roberto, a musa inspiradora é a vida, tudo que está ao seu redor!

E a música acaba sendo melhor quando cabe naquele momento! É o que disse o Marlos, quando estava com vontade de ouvir determinado tipo de música que preencheu sua necessidade de forma perfeita!

Penso em Eu quero voltar pra você do disco 1986. Uma canção sua que muito me fascina, embora comentemos pouco sobre ela. Ali você transmite uma sensação perfeita da volta daquele amor! (olha as sensações aí novamente). E pra mim, a perfeição está em falar "Procuro não pensar mas sempre sonho com você, seu beijo seu perfume, sua pele a me tocar..." Talvez ela seja uma música mais simples, mas que cabe direitinho no conceito de boa música, sobretudo quando nos identificamos com a história ou trecho dela, como já aconteceu comigo nessa canção!

O Ivan Lins já falou: "Eu não desejaria sentir na pele o Começar de novo". Mas, cantar essa canção, simulando essa sensação é algo majestoso, creio!

E tudo gira em torno das sensações do nosso dia-a-dia! A trilha sonora do nosso cotidiano reflete Sensações, desse Cenário todo Com amor e repleto de Emoções que é a vida. E também não vou me prolongar mais...

Blog Música do Brasil
www.everaldofarias.blogspot.com

Um abraço maestro!

Marlos Chambela disse...

Realmente a música tem mesmo essa coisa de encaixar no momento que a pessoa vive. E tem músicas que, simplesmente, não existe quem nunca tenha vivido um momento parecido.

Bem... Eu estou no meu momento "MUDANÇA", "COSTUMES", ou até mesmo "COMEÇAR DE NOVO" (heehehe) Daqui a alguns dias, (tomara!!!), deverei estar no momento "DA BOCA PRA FORA" (de Duboc e Carlos Colla, útima faixa do LP de 1985 do RC). Na hora de pagar a conta de telefone (com alguns interurbanos a mais) o momento foi "QUE PAÍS É ESSE?" E assim vai... Com sempre alguma música pra ilustrar ou fazer trilha sonora pra algum momento.

Mas não basta uma letra que fale tudo que sentimos. O arranjo, como eu disse no texto anterior, fornece o clima necessário pra surgirem as emoções.

Uma combinação que, pra mim, ficou perfeita foi a combinação de letra - melodia - arranjo e interpretação da música "COSTUMES", que RC gravou em 1979, com arranjo de Jack Cortner e a produção (se não me engano) do Evandro Ribeiro.

A música começa com aquele som suave de um oboé (??) (ou seria um clarinete ou outro instrumento da mesma família de palhetas???) E as notas "solitárias" de um piano (na primeira parte ele não forma acorde, só toca nota por nota). O clima que o arranjo dá nesse instante é de um "vasio"...

A sonoridade (o Tim Geelan, que fez a mixagem) favorece ainda mais esse "vasio", com um reverb que faz tudo parecer mais distante, dentro de uma sala espaçosa e vasia ou algo assim.

À medida que ele vai lembrando os momentos do cotidiano que viveu com a pessoa que partiu, o arranjo vai "crescendo" tanto na dinâmica ( a força e o volume das notas tocadas ) quanto na quantidade de instrumentos. Como se fossem as lembranças dele invadindo sua mente e "preenchendo" todo aquele espaço em que ele se encontra sosinho.

E assim a música vai crescendo, a cada momento a mais que ele vai recordando. Chegando perto do final, o clima aumenta ainda mais e "explode" quando ele descobre que está "livre", podendo agora descobrir outra vida que antes não tinha. Nesse momento, porém, ele "cai na real" e se dá conta de que está mesmo é sozinho e acompanhado apenas por todas as lembranças que não saem dele. Nessa hora o arranjo "pára", como se fosse ele se deparando com essa realidade e pensando: "Opa! Eu estou mesmo é sozinho e sentindo falta daquilo tudo que viví". Após essa "parada" do arranjo, ele volta novamente àquele mesmo clima de "vasio" que começou: Encerra com a mesma frase do Oboé (me corrija caso seja outro instrumento) e aquele piano distante, lá nas notas agudas e reverberando.

Sinceramente, acho que essa é a minha música perfeita. (não é apenas nesse momento que eu penso isso não!) Sou muito ligado nos arranjos que ouço, nas produções que ouço de maneira geral, E sou muito, mas muito fã mesmo de diversos trabalhos Seus, também do Charlie Calello, do Robbie Buchannan, do Gene Page, Lincoln Olivetti, Graham Presket... e muitos outros. Mas acho que nunca ví um arranjo "interpretar" tão bem uma letra, como é o caso dessa música. Acho que, se desligar o canal da voz e deixar apenas o arranjo, ainda assim, transmitiria a mesma sensação!

Eduardo, não fica com ciumes não!!! (hehehe) Aliás, são vários, muitos arranjos seus que dão um clima tão favorável à percepção do sentimento que a música passa. "MUDANÇA" e "ASSUNTO PREDILETO" são apenas dois exemplos nos discos do RC. Mas nos seus CDs (e DVD), você explora ainda mais essas "sensações".


Um abração pra vc, Eduardo, e pra todos os amigos do blog!!!!

wesley disse...

Uma boa música é aquela que toca o nosso sentimento criando assim emoções através da sua composição. Um abraço do fã wesley para o maior maestro da MPB.

Derbson Frota disse...

Primeiramente quero parabenizar aos amigos pelos excelentes comentários aqui no nosso blog. Realmente muito bons!

Pra mim, música boa é aquela que nos encanta e emociona nossa alma e coração! É aquela em que ouvimos dez, vinte, trinta vezes, e sempre temos as mesmas SENSAÇÕES de amor, esperança e paz.
Como exemplo total disso, cito as músicas do nosso rei Roberto Carlos, compostas por ele ou outros compositores(especialmente o maestro dos nossos corações, Eduardo Lages).

Na minha humildade opinião, esse assunto de "música boa",é até um pouco complexo, pois tem de haver uma compatibilidade de alguns ítens, como letra, harmonia e voz, e essa precisa compatibilidade, nosso rei e seus parceiros tem!

Abraço, e até em Fortaleza!

Derbson Frota
Tianguá CE

Derbson Frota disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pilatti disse...

outras perfeitas:

"Abandono" (79)
"Moço Velho" (73)
"Aquela Casa Simples" (86)

Leila disse...

Música boa é a que entra pelos ouvidos, faz o coração sorrir e sua alma ficar mais leve!
Música boa é arte, é a expressão dos sentimentos do compositor.
E romantismo é tudo!

Anônimo disse...

Querido
Esse blog está ficando muito teórico e com abordagens muito especificas. Queremos ouvi-lo e
ve-lo sempre. Atualize fotos.
de preferência com o charme de sempre.
De quem te admira muito
(profissionalmente)

Anônimo disse...

...Exímio soltador de pipas é...?
por isso tem mãos habilidosas.!!! Portanto, homens ,aprendam a soltar pipas enquanto há tempo.